“Beija-me”, pedira eu.
“Dá-me uma prova de esperança e beijar-te-ei”.
Ele não desconfiava que eu me preparava para o algemar, para o atraiçoar!, com os meus lábios de feiticeira, tê-lo eternamente sob as minhas maldições, ao serviço dos meus caprichos malignos!
Ou a minha vontade pérfida fosse bloqueada…
Os meus feitiços falhassem, por falta de coragem de alma…
Pois o meu coração é teu…
Desses-me uma prova de esperança, e cairia na tentação de me vender, de me vender por toda a tua luz…
Luz que desconheço em mim…
Todavia, fomos interrompidos…
A interrogação que agora me assombra nunca se perderá nas porosidades do tempo.
Estarei destinada a combater contigo, até que um de nós pereça?
Ou a ajoelhar-me, implorando por uma imortalidade conjunta?
Aquele quarto estranho e nu...
Há 16 anos